sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Chandor - a casa dos Bragança

Tendo a construção sido iniciada no séc. XVI, a enorme casa dos Bragança foi depois dividida em duas alas, uma pertencendo aos Menezes Bragança e a outra aos Bragança Pereira. Ambas as alas são visitáveis sendo, no entanto, a ala dos Menezes Bragança mais interessante. A casa dos Bragança é uma das mais emblemáticas casas senhoriais da antiga aristocracia de Goa. Aqui se pode encontrar mobiliário goês (muito dele feito nas próprias oficinas que a casa tinha!...), porcelanas chinesas, japonesas e inglesas, pratas portuguesas e inglesas, lustres de cristal belgas e venezianos, madeiras da Flandres, vidros coloridos nas janelas vindos de Veneza, mosaicos portugueses, livros, muitos livros (é a maior biblioteca privada de Goa!), retratos a óleo dos antepassados,...
Ao chegar a Chandor duas fotos que mostram bem a influência portuguesa que por cá ficou: a igreja de Nossa Senhora de Belém e a "reconstituição" das aparições de Fátima (ao lado da igreja)Seguem-se fotos da casa dos Menezes Bragança. A sala de entrada......um sofá "tête-à-tête" ou cadeirão de namorados......salões......e o magnifico salão de baile!
Na ala dos Bragança Pereira, a sala de entrada.......um quarto...
...um salão...
...e, a coroa de ouro da casa: a capela, onde existe uma relíquia - uma unha de S. Francisco Xavier.
Pormenor do altar da capela
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Apontamentos marginais - 4

Vinhos de Goa
Em Goa produz-se vinho! É uma das tradições deixadas pelos portugueses. Apesar de aqui não se cultivarem uvas, o vinho é mesmo feito de uvas que vêm dos estados do sul. Note-se que devido ao facto de as bebidas alcoólicas serem fortemente tributadas na Índia (as grandes excepções são Goa e Damão), fica mais barato transportar as uvas de grandes distâncias, do que transportar o vinho já feito...
Publicidade ao vinho
Várias garrafas expostas, entre elas o Port Wine no. 7 Viva Goa, o Port Wine no. 1 Goa's, o Porto Fort Aguada, ...
Vinhos Moscate!
Depois dos Moscate, o Port Wine nº 9 Velha Goa e o San André Vinho Porto
As novas embalagens de três litros já cá chegaram... mas esta é de Vinho Porto!!!... com 14 graus de álcool! Ficou a faltar uma foto da embalagem de Vinho Porto uni-dose, tipo Capri-Sonne, que por cá se vendem!...
A seguir uma foto do cálice de vinho do Porto que bebi, ou melhor, um cálice de Port Wine da marca Pimenta - uma xaropada gelada com 14º de álcoolA terminar mais uma influência portuguesa que por cá ficou, um painel de azulejos (retrato do Douro?) numa foto, que já mostrei num outro post, que associa os barcos rabelo a Margão e a uma marca de vinhos de Goa (veja-se, lá atrás, o rabelo da Porto Ferreira!...)Clicar para voltar à 1ª quinzena

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Museu em Velha Goa

Para além das igrejas e conventos há ainda para ver em Velha Goa muito mais! Destaco o Museu Arqueológico (e as "pedras" expostas ao ar livre junto dele), o Museu de Arte Cristã (o primeiro museu de arte cristã na Ásia!... mas que não visitei), o Arco dos Vice-Reis e a Porta do Palácio do Xá Adil.
Logo à entrada do Museu Arqueológico informaram-me que era proibido tirar fotografias! A primeira foto foi por isso tirada de fora, é a estátua de Afonso de Albuquerque (esteve antes numa praça de Pangim)No interior do museu destaca-se o conjunto de retratos de todos os Vice-Reis e Governadores Gerais que governaram o "Estado Português da Índia". Apesar da proibição, um vigilante goês e que falava português, "fechou os olhos" para que eu tirasse algumas fotos. Um dos retratos expostos - D. João de Castro (4º Vice-Rei - 1545 - 1548)
Um expositor com ampliações dos selos que circularam na "Índia Portuguesa"Nos jardins que envolvem o museu "algumas pedras" provenientes de edifícios de GoaO Arco dos Vice-Reis foi mandado construir em 1597 pelo bisneto de Vasco da Gama em memória do seu bisavô. Este imponente arco, quase todo em pedra vermelha da região (a laterite), foi depois restaurado em 1954.
No cimo do Arco de um lado um nicho com a estátua de Vasco da Gama e...
...do outro lado
Baixo relevo no interior do arco
Eis o que resta do palácio do Xá Adil, residência oficial dos Vice-Reis de 1554 a 1695, uma porta com lintel e pilares de basalto.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Velha Goa

Velha Goa foi considerada pela UNESCO Património Mundial da Humanidade em 1986. Embora em todos os lados seja indicada como Old Goa, para nós portugueses e para muitos dos goeses, continua a ser a Velha Goa de antigamente. Esta cidade, que actualmente conta com pouco mais de cinco mil habitantes e que foi até 1759 a capital do Império Português do Oriente (este Império ia de Moçambique até Macau e Timor!), chegou a ter 300 mil habitantes e uma dimensão semelhante à de Lisboa ou à de Londres, sendo na altura conhecida como "A jóia das Índias" ou a "Roma do Oriente"! Havia um dito antigo, tal era a importância de Velha Goa, que dizia: Quem já viu Goa não precisa de ver Lisboa. Mas da antiga Velha Goa, considerada como "o maior e mais esplendoroso conjunto arquitectónico de igrejas que Portugal construiu", pouco resta para além das igrejas, capelas e conventos. Mais ou menos a meio do séc. XVIII caiu sobre a região uma série de epidemias que, associado ao assoreamento do rio Mandovi, levou o vice-rei a transferir a sua residência para Panjim (actual Panagi). Seguiu-se o declínio e posterior abandono do local.
Como já "postei" em Igrejas de Goa (fotos de 2005... mas poucas mudanças se verificaram desde então) muito do que havia a mostrar de Velha Goa, neste post vou mostrar, fundamentalmente, as fachadas e pormenores. Começo pela Basílica do Bom Jesus (construída em 1506)
O altarPormenor do púlpitoA urna em prata e cristal onde está depositado S. Francisco Xavier
Seguindo mais ou menos a ordem do post acima referido, mostro a seguir a Sé Catedral, construída em 1562, que é a maior igreja da Ásia e é também a maior igreja construída pelos portugueses em todo o mundo.Pormenor do retábulo
Das mais bonitas igrejas de Velha Goa, principalmente o seu interior: a Igreja de São Francisco de Assis (construção de 1543).Pormenores: retábulo de Santo António e...
...o cimo do retábulo principal.
A igreja de Santa Catarina foi mandada construir por Afonso de Albuquerque em 1510. Foi depois ampliada em 1531.A igreja de São João de Deus, construída em 1685 pela Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, foi reconstruída em 1953.
Muito perto a igreja de Santa Mónica (construção de 1603) com os curiosos arcos botantes que suportam a frontaria, construídos como única forma de evitar a derrocada da igreja e...
...o tecto por cima do altar e parte do cimo do retábulo.A construção da igreja e Mosteiro de Santo Agostinho, cujas ruínas mostro a seguir, iniciou-se em 1597, vindo a ruir em 1842. O que mais impressiona nestas ruínas, para além da dimensão das mesmas, é o que resta de uma torre, com com 46 metros de altura, que continua a mostrar a grandiosidade que a igreja teria.Campas no solo da igrejaA igreja de São Caetano tem uma planta semelhante à de S. Pedro em Roma, foi a última das grandes igrejas a ser construída na segunda metade do séc. XVIIO retábulo, o altar e o púlpitoClicar para voltar à 1ª quinzena