quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Percorrendo Jaipur...

Jaipur, também conhecida como a cidade rosa (The Pink City), é uma cidade com muito para ver, desde as muralhas que parcialmente a rodeiam aos monumentos diversos que no seu centro e arredores a caracterizam. Há duas coisas que desde logo chamam a atenção: o bulício, o movimento extraordinário de camelos, motorizadas, elefantes, carros, bicicletas, motas,... e a actividade comercial - aqui pode-se encontrar à venda, lado a lado, sapatos, flores, malas, jóias, vegetais, cerâmicas, frutas, pedras preciosas, comida feita na hora, braceletes,...
Comecei bastante cedo, caia uma chuvinha "molha tolos", por subir ao Iswari Minar Swarga Sal (minarete que perfura o céu!) que mostro a seguir.Lá do cimo três vistas para a cidade... a esta hora da manhã a chuva miúda pouco deixa ver... Na primeira foto vê-se ao fundo, entre a neblina, o Chandra Mahal (faz parte do Museu do Palácio da Cidade, cada um dos seus 7 andares está excentricamente decorado mas... está fechado ao público). Nas duas fotos seguintes parte da cidade ainda muito sossegada a esta hora da manhã... O dia começa a "limpar" e o movimento a aumentar... Mostro a seguir algumas das portas da cidade (lamento mas não sei o nome de nenhuma...) com as suas decorações e a cor avermelhada, tão característica em Jaipur.
Pormenor da decoração da porta que mostrei acima
Seguem-se umas "amostras" do movimentado transito de Jaipur...No meio do transito... um elefante! ("coisa" vulgar por estes lados...)Apesar de ainda haver alguma neblina a cidade agora vê-se melhor...Chegada a hora do almoço... a "aposta" foi no Niro's. Este restaurante tem mais de 50 anos e continua a ser, talvez, o melhor de Jaipur e um dos bons restaurantes da Índia (o almoço - caril de frango e caril de carneiro, cerveja e café - custou quase 700 rupias, com as "mordomias" raras por estes lados: dois empregados a servir, toalhas e guardanapos de algodão de um branco imaculado, talheres de christofle e no fim uma tacinha com água morna e uma rodela de limão para lavar as mãos...)... estou a ficar mal habituado!...
Nas ruas o colorido dos saris...
Clicar para voltar à 2ª quinzena

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Até Eklingji e Nagda

Após o almoço tomei um táxi (terá sido mais um carro de aluguer, conduzido por um estudante...) para ir visitar os templos de Eklingji que, segundo os prospectos turísticos, valeriam a deslocação. Foram cerca de 22 quilómetros, grande parte em estrada de montanha... mas também com lagos... Paragem junto a um templo a meio do caminho onde todos os condutores de automóveis se dirigem a pedir protecção...
Arco que assinala o templo acima
Ruínas de um outro templo na berma da estrada Fotos de Eklingji...Esta é a entrada para o "complexo" de Eklingji. São 108 templos e altares dedicados a Xiva cuja construção se iniciou no século XVI.PormenorInfelizmente o "complexo" só abria às 18 horas e eu tinha um comboio para apanhar às 22 horas... De um muro lateral tirei estas duas fotos Para "compensar" o facto de não ter visitado o complexo de Eklingji o condutor/estudante sugeriu uma visita a Nagda, localidade situada a poucos quilómetros e já no caminho de regresso a Udaipur. Aqui existe um outro "complexo", os templos de Sas Bahu (templos da sogra e da nora). Este conjunto de templos, construídos por volta do séc. X (!), são o que resta de Nagda (antiga capital de Mewar) estão em muito bom estado de conservação. Vista geralOs dois templos maiores (qual a sogra?)Templo mais pequeno, vendo-se ao lado direrito parte da torana (portal cerimonial à entrada de um complexo sagrado), que mostro a seguir.Pormenor da torana.
A decoração dos templos, quer por dentro quer por fora, é feita com centenas (talvez milhares...) de figuras esculpidas na pedra e com uma "renda" feita na pedra, que nuns sítios decora e em outros deixa passar a luz... Eis alguns exemplos no exterior
Fotos de interiores
A terminar a visita a entrada de um dos templos, seguida de pormenor do tecto dessa mesma entrada.
Clicar para voltar à 2ª quinzena

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Udaipur - Um passeio de barco pelo Lago Pichola

O lago Pichola é um lago, em grande parte artificial, que tem cerca de 4km por 3km. O seu nome - Pichola - tem origem no povoado que foi inundado pelo marajá Udai Singh II quando ampliou o lago e fundou a cidade de Udaipur em 1559.
O passeio de barco pelo Lago Pichola iniciou-se neste pequeno cais. O barco foi um pequeno, idêntico ao azul atracado. Durante o passeio uma das primeiras coisas a chamar a atenção é a enorme quantidade de pessoas que, nos diversos ghats (escadas de acesso ao lago), lavam roupa, tratam da sua higiene pessoal, lavam os legumes para o almoço...Reflexos no lago...
Mostro a seguir, em primeiro plano, a ilha Jag Niwas e, em segundo plano, lá ao fundo, a ilha de Jag Mandir.
Na pequena ilha de Jag Niwas (tem cerca de 1,5 hectares) foi construído pelo marajá Jagat Singh II o palácio real de verão (entre 1734 e 1751), que ocupa toda a ilha, sendo, desde finais da década de 1960, um dos mais famosos hotéis do mundo - o Lake Palace Hotel - um dos mais românticos da Índia e... um dos mais caros (os quartos mais baratos, sem vistas para o lago, custam cerca de 450 USDolares!...).Seguem-se duas fotos tiradas mais de perto.Na outra ilha - Jag Mandir - um outro palácio. Foi construído em 1620 pelo marajá Karan Singh e ampliado pelo marajá Jagat Singh I. O palácio é lindo e, segundo dizem, serviu de inspiração ao imperador Sha Yahan para construir o Taj Mahal! O passeio pelo lago continua... Vista da beira-lago... ...ao fundo parte do Palácio da Cidade (o City Palace), que já mostrei num outro post......e mais duas vistas do Palácio da Cidade a partir do lago.
Na margem do lago mais um hotel...
...e com esta neblina termino o passeio pelo lago Pichola.
Clicar para voltar à 2ª quinzena