segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Amritsar - Templo de Pujya Mata Ji

Este foi sem dúvida o templo mais esquisito que já vi! Exteriormente parece um armazém, mas no seu interior, depois de ultrapassado um átrio amplo à entrada com vários altares, encontram-se escadas, túneis, rampas, água a correr que nos chega aos tornozelos, locais que só passamos quase rastejando,...
Este templo hindu é dedicado a uma "santa" - Mata Lal Devi Ji, conhecida como Pujya Mata Ji - nascida em 1923, falecida em 1994 e a quem foram atribuídos diversos milagres ainda em vida. A ela recorrem muitas mulheres que querem engravidar.
A entrada para o recinto do temploPor cima da porta de entrada no templo uma foto de Pujya Mata Ji
Como é normal só se pode entrar no templo descalço... eis o guardador de sapatos!
No átrio da entrada, entre os diversos altares ali existentes, destaca-se, ao centro, o que é dedicado à "padroeira" (será que este é o termo apropriado?), sobressaindo nele...
...a imagem, em tamanho natural, de Pujya Mata Ji.
Outros altares e pormenores no átrio da entradaA visita ao resto do templo inicia-se...escadas...
...mais escadas e paredes revestidas de mosaicos espelhados e coloridos...
Uma rampa que se percorre inclinado e com água a correr pelo chão (ainda bem que tirei as meias!...)
Os deuses estão por todo o lado e nas mais diversas posições...
Gostava de saber o significado destas línguas de fora...
"Caverna" onde se deixam oferendas
Pormenor da porta do templo
Os sinos que os hindus tocam quando por aqui passam e, na parede, pedido para que os donativos sejam feitos através dos "multibanco" local!...
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Amritsar - Templo de Sri Durgiana

Este templo é como que uma versão hindu do Templo Dourado. Construído no séc. XVI é dedicado a Durga, a deusa dos 10 braços, considerada a mãe de Ganesha (é o deus com cabeça de elefante), um dos deuses mais populares entre os hindus. Este templo, por ter as portas de prata, é também conhecido como Templo Prateado.
Não sendo tão grandioso como o Templo Dourado é, no entanto, muito interessante e igualmente muito visitado. Aqui ficam três vistas exteriores.
À entrada os crentes tocam um sino......percorrem depois a "ponte" de acesso ao templo......e entram por uma das portas, magnificamente esculpidas e pintadas....
...pormenor da parte superior de uma outra porta.Uma das portas em prata e pormenores de uma outra












No interior do templo...
Decorria uma festividade (não consegui perceber...), com músicos e......crianças vestidas de deuses...
Numa espécie de nicho (existem vários à volta do tanque) um artista retoca as pinturas das estátuas...
Crente orando, vendo-se o templo ao fundo...
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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Amritsar - O Templo Dourado... de dia

O dia amanheceu claro e quente e lá fui eu para ver o Templo Dourado... mas agora de dia. Lindo!
Dos mapas Google retirei esta imagem de satélite de todo o "complexo"...
Em 1577 o quarto Guru da religião sikh escavou um tanque que veio a ficar conhecido como Amrit Sarovar (Tanque do Néctar da Imortalidade), foi depois ampliado e à volta dele veio a crescer a cidade cujo nome nele teve origem - Amritsar. Foi no meio deste tanque que entre 1589 e 1601, numa mistura de estilos arquitectónicos islâmico e hindu, foi construído o Hari Mandir (ou Harmandir - Casa de Deus), que habitualmente é referido como Templo Dourado. Este "complexo", reconstruído, ampliado ou embelezado por mais de uma vez, que integra o Hari Mandir, o tanque e outros edifícios, veio a tornar-se o centro da religião Sikh.

Ao aproximar-me do templo nota-se que o movimento nas ruas é muito superior ao que se verificava à noite...
...muitos já fizeram as suas orações matinais...
Entrei pela mesma porta, por baixo deste relógio.
E aqui está a minha primeira visão diurna do templo.
Começo com uma panorâmica...Depois, tal como ontem à noite, fui dando a volta ao tanque e disparando...Nestas paredes e cúpulas foram aplicados cerca de 750 quilos de ouro!...
O Parikrama (caminho de mármore) cerca o o tanque sagrado...
Este é o Akal Takht, a sede suprema da religião sikh. Aqui estão guardadas as espadas e os estandartes dos gurus e é igualmente aqui que o livro sagrado é guardado durante a noite. Do outro lado do edifício a... ...Darshani Deorhi, o pórtico que se abre para a "ponte" que dá acesso ao Hari Mandir, o mais importante santuário da religião. Qualquer pessoa tem acesso ao interior do templo, mas a partir daqui não são permitidas fotografias...
Pormenor da porta de prata e do trabalho em mármore...
A passagem de mármore, com 60 metros de comprimento, ladeada por nove pares de lampiões dourados, liga o Akal Takht ao Hari Mandir, através do Amrit Sarovar...Vistas da passagem e...
...pormenor do templo.
Algumas fotos tirada do Parikrama e das gentes que por aqui passam...Repare-se no individuo que está dentro da água e que por segurança se agarrou a uma corrente e no outro, vestido de amarelo, que faz a segurança...
Mostro agora uma curiosidade: por acção dos ventos acumula-se neste canto do tanque algum lixo e, fundamentalmente, gordura que os fiéis, conforme vão tomando o seu banho sagrado, libertam do corpo. Este crente, com a ajuda de uma vara, vai eliminando aqueles resíduos.
Uma outra curiosidade é a Guru Langar, a cozinha, gerida por voluntários, com capacidade para oferecer diariamente aos visitantes dez mil refeições simples (um dahl - caril de lentilhas - e chapati - pão). Existe um vasto refeitório com capacidade para cerca de três mil pessoas... É um símbolo da sociedade igualitária e sem castas que os sikhs pretendem alcançar! Aqui mostro um "balcão", virado para o tanque, e uma das voluntárias arrumando as tigelas... E já agora, a terminar, ainda uma outra curiosidade: um verdadeiro sikh não costuma cortar o cabelo, o mesmo é enrolado e escondido pelo turbante. Este é um dos cinco K's, características que os sikhs aprenderam a conservar para se reconhecerem em épocas de guerra: Kesh (cabelos longos), kangha (pente de madeira ou marfim), kachera (calção folgado), kara (bracelete de metal) e kirpan (arma ou espada).Clicar para voltar à 2ª quinzena