sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Apontamentos marginais - 18

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Transportes
Ao percorrermos a Índia, seja nas grandes cidades, seja no pequenos povoados, um aspecto que logo nos chama a atenção são os meios de transporte. Dos comboios já mostrei muita coisa... mas dos outros aqui fica...
Autocarros de dois andares
Camiões
"Carretas" de carga com rodas puxadas por pessoas e...
...também puxadas por pessoas... mas sem rodas (esta tem uns rolamentos... mas outras vão arrastadas!)!
"Carretas"/carroças puxadas por animais e...
...animais de carga.
A rede de autocarros é muito grande. Aqui duas paragens
Interior de autocarros
Táxi
Os transportes públicos também se fazem de barco...
Interior de um "barco de passageiros" (tipo autocarro).
As motos e motorizadas servem muito para transporte familiar
E claro que os riquexós são muitos... milhares e milhares deles... motorizados, a pedais, para passageiros, para carga, coloridos, pequenos, grandes,...
Estes são os mais vulgares: têm motor de lambreta a gás ou a gasolina e levam dois passageiros... mas às vezes bastante mais...
Estes já estão preparados para levar mais... às vezes muito mais!
Riquexós a pedais para transporte de pessoas ou carga
Riquexó a pedais levando alunos para o colégio...
Riquexós motorizados para carga
Estes riquexós, muito coloridos, abertos e potentes, parecem ter resultado da transformação de motas... 
Finalmente um meio de transporte que só vi em Mount Abu: uma "carreta" que transporta normalmente até quatro pessoas empurrada/puxada por um homem.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Mount Abu - os Templos Jainas de Dilwara

Já lá vão quase 30 anos quando visitei pela primeira vez os cinco Templos Jainas de Dilwara. Foi impressionante ver todo o trabalho em pedra (mármore) lavrada. São portas, tectos, nichos, arcadas, pilares... finamente esculpidos, por vezes translucidos, outras parecendo marfim... Aqui cheguei passados tantos anos e tive uma grande desilusão: era expressamente proibido fotografar! E logo agora que vinha equipado!... Tive que deixar depositada à entrada a saca com a máquina, o telemóvel e até a pequena máquina que levava à cintura, "esquecida", fui obrigado a deixar... Mas os templos continuam lindos!
Construídos há mais de mil anos a maravilha mantém-se.
Aqui, como em todos os lugares visitáveis da Índia, há sempre uma multidão de visitantes... e fotografar o exterior não é proibido!...
...para além das esculturas feitas pelo homem... há outras feitas pela mãe natureza...
Como não pude fotografar o interior, digitalizei algumas das fotos analógicas que tirei há quase 30 anos e aqui as deixo... A beleza do mármore esculpido não se alterou com os anos passados...
As fotos que se seguem são reproduções de postais à venda nos templos (talvez por isso seja proibido fotografar!...)
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Mount Abu - um "tour" pela cidade...

O dia que passei em Mount Abu foi gasto numa excursão pelos locais mais interessantes. Eram uns 60 a 70 autocarros de diferentes tamanhos, marcas, idades e estados de conservação ("calhou-me" um aceitável... era o único não indiano a bordo!). Saíram praticamente todos ao mesmo tempo, mas com percursos diferentes... nas diferentes visitas raramente se juntaram mais de 10. Antes da excursão umas vistas da cidade. Primeiro três fotos que para mim "marcam" Mount Abu (para além do pôr de sol e dos templos Dilwara): a reprodução(!?) da torre Eiffel... 
...as "carrocinhas" e...
 ...o Café Coffee Day (um franchising espalhado pela Índia e dos poucos locais onde se bebe um bom café expresso!)
Outras vistas da cidade e do movimento
 
 
 
Iniciei depois a viagem...
Foram templos e paisagens espectaculares que deixo mais ou menos pela ordem em que os visitei.
Este é o Shankar Math, templo dedicado a Shiva, muito popular entre os hindus. Dá sorte(?) tocar o sino à entrada...
Depois fui ao Adhar Devi, dedicado ao deus Durga. Segundo o guia, para chegar ao templo é necessário subir 365 degraus (não os contei... mas são centenas!...). No final, o templo propriamente dito - uma pequena gruta escavada na rocha! (entrada interdita a não hindus)
 Antes de ali chegar passa-se por várias portas e pequenos templos/oratórios, alguns deles magníficos!
Algures, a meio da subida, uma cerimónia/oferenda.
Aqui o Hall da Paz Universal. Visitado diariamente por cerca de 8 mil pessoas, este edifício tem capacidade para sentar 5 mil pessoas e fazer a tradução simultânea em 16 línguas (português incluído!). Construído em 1983 aqui se realizam anualmente inúmeras conferencias que têm como temas a paz, a meditação, o yoga, a espiritualidade...
Dado o elevado número de recém casados que visitam Mount Abu, não podia faltar o Honeymoon Point (o sitio da lua de mel!). Situado a cerca de 1200 metros de altitude o local é famoso pelas vistas e pelas "esculturas naturais" que por aqui abundam
Dos templos de Dilwara, para onde segui depois e para mim dos mais interessantes da Índia, não deixo aqui nenhuma foto, já que o post seguinte lhe é dedicado.
A visita seguinte foi a Achal Garh, templo construído há mais de 2500 anos, dedicado a Shiva. Neste templo destaca-se o lago e a estátua de Nandi, o búfalo branco guardião de Shiva, com cerca de 4 toneladas de peso de uma liga que contém ouro, prata, cobre e bronze.
 
Todo o trabalho em mármore é também espantoso
O fim do dia chegou em Guru Shikhar, o ponto mais alto do Rajastan, a cerca de 1722 metros de altitude. Aqui fica o templo de Dattatreya, uma encarnação de Vishnu.
...e o dia terminou com mais um magnifico pôr de sol!...
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